domingo, 20 de agosto de 2017

POETOPATAS


Em 20 de agosto de 2017 a gloriosíssima
Cora Coralina
Faz/faria 128 anos.




“A história precisa resolver o próprio problema da história,
o saber precisa voltar o seu ferrão contra si mesmo.”
NIETZSCHE.


Silencio de las mujeres
Para pensar
– en sí y en todo –
Mudez de las mujeres
– más real que el silencio –.


Silence of women
For think
– in herself and in whole –
Muteness of women
– more true who silence –.


Leitura pelo autor do poema:

No Brasil há o temeroso Fora.
Na Venezuela, dizem, há o caindo de Maduro.
Em USA há o Duck Trump.
E o mundo está desuno.

Lendo o poema “Enredo para um Tema”, de Adélia Prado, pensei e escrevi:

Silêncio das mulheres
Para pensar
– em si e no todo –
Mudez das mulheres
– mais real que o silêncio –.

Vendo homens, vendo povo
Ó, antitrabalhadores patos amarelos
E pró-ricosbranquelos.
Versus
Em todas suas linhas os escritores
Em todos vendo valores
Vendo os homens, vendo os trabalhadores.

Vendo de verbo financista
Versos
Vendo de verbo literário.


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Carlos Glauss, Armindo M. Noma’s, Mateus Oliveira, Maria F. Rodrigues, Rubem Junior, Guilherme Costa, Professora Kakau, Ronyn Oliveira, Jurandir Barbosa, Mª Anjos Dias, Carol Steine e Mª Amelia Oliveira.

Recomendo a leitura de “Descanso”, de Girvany; “La Poesía Gallega Actual: Salvador Mira y ‘Destierro em la tierra’”, de Javier Villanueva; “Um Miniconto Sobre Uma Otimista”, de Sued; e, desde macróbio que vos fala: “Aloquezia”.

NIETZSCHE, Friedrich. Segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da História para a vida.

Imagem de Cora Coralina:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. É, por segunda gestão, Secretário da ASSABI – Associação de Amigos da Biblioteca Pública Zumbi dos Palmares (Ipatinga MG). Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).


Escrito 15 de março de 2017. Trabalhado entre os dias 15 de julho a 20 de agosto do mesmo ano.

domingo, 13 de agosto de 2017

CONTINUO COMIGO

Foto do autor: Lua e Nuvens; Centro de Ipatinga MG.
Felicidades a todos os pais.


Leitura do poema pelo autor no canal aRTISTA aRTEIRO:


Meu olhar deu meia noite
E você não se achegou
Ressoaram doze baladas
Nos meus olhos

Deu meia noite em meu olhar
E você me ignorou
Doze baladas ressoaram
Nos meus olhos

Você se afastou
De meus olhos
De meia noite

Você se foi
Abalando a noite
De meus olhos.


Ofereço como presente aos aniversariantes:
P. Melanie W. Leite, Ivan F. Machado, Cemario Campos, Jesus D. Duarte, Michelly Tellys, José Duarte, Gedeon Marques, Dani Gomes, Wander Santos, Denise Silva, Nelson M. Esfinge, Silas C. Leite, Junio Endrik, Marilda Lyra, Fabiane Borges e Simone Penna.

Convido a ler “Balé Infinito”, de Xúnior Matraga; “Meu Coração”, de Girvany; a entrevista “Hernán Lara Zavala”, de Gianmarco Farfán Cerdán; e, deste macróbio que vos fala, “Castanheira Vermelha”.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. É, por segunda gestão, Secretário da ASSABI – Associação de Amigos da Biblioteca Pública Zumbi dos Palmares (Ipatinga MG). Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).


Escrito no início da tarde de 12 de fevereiro de 2017. E trabalhado entre os dias 05 e 13 de agosto do mesmo ano.

domingo, 6 de agosto de 2017

BOM JARDIM – SILÊNCIOS SEGUNDOS

Foto do autor.

Mientras saborea cerveza con soledad, una lluvia de hojas y flores del árbol atrás del chaval lo baña y él no percibe.

Leitura do cronto pelo autor no canal aRTISTA aRTEIRO, conforme endereço abaixo:

“... de olhos admirados como se neles pairasse o espanto de um espetáculo visto e esquecido”¹. Foi assim que vi Jonas. Um sujeito de barba castanha, mas com cabelos e olhos pretos. Camiseta e tênis cinzentos, bermuda vermelha. E, sozinho, tomando cerveja na praça cheia de gente enquanto espera o Festival Roda Viva que retornou após longos anos de vazio.
Jonas desconhece a história do bairro. Não sabe que já era habitado na época do Império. Que depois a grande fábrica comprou o terreno e não pagou. E mais tarde um prefeito a comprou e igualmente fez calote. Ignora isso e mais porque é de fora; não um dos moradores apaixonados do bairro Bom Jardim.
Enquanto saboreia cerveja com solidão, uma chuva de folhas e flores da árvore atrás do rapaz o banha e ele não percebe. Atento admira quem ou o que está em seus pensamentos e não vê o que nem quem passa a sua frente. A música, os músicos, as barracas, os vizinhos, quem o olha, quem o ignora.
Nada admira. Nada vê.
Ninguém.
Olha ao redor, bebe mais um pouco, lê o que aparece no celular sem tirar o que ocupa sua cabeça.
“Que esse desespero é moda em setenta e três”². – Paramos, eu e Vinícius, para ouvir a música que voa nos ares. – “Tem gente estranha...”. Ouço, mas ele não continua. Penso em perguntar. Porém o barulho do trânsito nos cala; então olhamos para nossas frentes, não para o outro.
- Tem gente que... Não sei...
Pergunto ou deixo passar?
- Acho que vou para o Parque das Samambaias encontrar-me com umas pessoas...
- Não acho exemplo de beleza, mas penso que faz bem...
- O quê?
- Sexo, claro! – Respondo após três segundos de silêncio.
- Mas será que faz bem?
- Não sei se, digamos, para saúde, mas para o gozo acho que faz.
- Estou falando de mim.
- Estou falando de nós.
- Nós? Não nos vejo em sua conversa fiada.
- É disso que estou falando. Es como comer castañas hablar con un ser que no conocés.
- O quê?
- Nada. Mas mudei de ideia. O Festival parece que vai começar na hora programada.


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Andriely K. Sophia, Luciana Araújo, Juninho Zeff, Alyda Sauer, Pricilla P. Leite, Raiza Priento, Vera Tufik, Dalvina S. Aredes, Gui Givisiez, Marjorie Marj, Teuler Guimarães, Gustavo Nolasco, Raul Gonçalves e Catarina Angela.

Recomendo a leitura de “Minha Janela”, deste macróbio que vos fala; “Decoro”, de Xúnior Matraga; e “Beijo de Despedida”, de Girvany.

¹ TABUCCHI, Antonio. Mulher de Porto Pim. Lisboa: Difil Hesperides. Sonho em forma de carta.

² BELCHIOR. A Palo Seco:

Maiores informações sobre o bairro Bom Jardim:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. É, por segunda gestão, Secretário da ASSABI – Associação de Amigos da Biblioteca Pública Zumbi dos Palmares (Ipatinga MG). Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).


Manuscritos escritos em inícios de algumas tarde de outubro de 2015 no Feirarte; o cronto foi trabalhado nos dias 18 e 25 de dezembro de 2016 na Praça do Bom Jardim. E concluído em minha casa, no Centro, entre os dias 30 de julho e 06 de agosto de 2017.