domingo, 21 de outubro de 2018

ZÉ ALGUÉM



Texto em português de Rubem Leite e Carlos Glauss (Glaussim).
Tradução ao espanhol de Julian Cabral.

Em português:

Nublado o dia que Zé Ninguém olhou pela janela antes de sair da cama. Pela janela da cozinha olhava o céu enquanto fazia o café, lavava a pia, alimentava-se. Abriu a porta, o portão e pisou na rua. 

Era julho de 2018.
Na Praça Primeiro de Maio, não muito perto do monumento ao trabalhador, segurava Caio Fernando Abreu e, no banco próximo, Clarice Lispector e João Cabral de Melo Neto. Zé Ninguém pregava um poema seu:
Hitler era boçal nato
Aqui há o Boçalnaro
Que ao ouvir ‘debata!’
Grita “te mato”
Mas corre pro mato
Pedindo “não me bata”
Hitler era boçal nato
Derramava simploridades
Suas notícias, falsidades
Iguais às do ‘nosso’ Boçalnato
Retornou ao lar para voltar na semana seguinte com Machado de Assis, Castro Alves e Hilda Hilst.
Era uma vez um boissomínio. Em uma bela manhã ele entrou numa fila e quando um amigo seu o viu, gritou:
- Cuidado, boi! Sai dessa fila. Não está vendo a placa? É um matadouro.
- Cala a boca, petralha cumunista. Eu me graduei pelo watzape e me pós graduei no facebook na Fakenews University. E aprendi que “Friboi” significa “boi livre”.
Moral da história: a vaca foi pro brejo. E aonde a vaca vai o boi vai atrás...
Retornou ao lar para voltar nas próximas semanas.
Em princípio de outubro, antes da eleição, seus acompanhantes foram Cecília Meireles, Manoel de Barros e Mário Quintana. Ele pregou:
Com ódio da cigarra a formiga votou no inseticida e morreram todos, inclusive o grilo que não votou.
Nas três semanas seguintes sua voz perdia-se no deserto morto de Pripyat intracraniano.
O pior aconteceu. Pripyat somou-se a Chernobyl em um coletivo cerebral.
No país, em 02/01/19, os livros foram censurados. Teatro, tv, cinema só na linha Frota; enquanto na música, Nego do Borel. As escolas sem partido seguiam um só partido. E a economia ficou bem repartida; mais da metade para poucos e o restante para todos.
No desenrolar do ano Zé Ninguém perdeu tudo e o mesmo aconteceu com todos; sem casa, sem roupas, sem nada.
Mas até 31/12/19, o Zé Ninguém dormia no albergue e comia um pão com margarina e bebia um copo de café com leite, todas as manhãs sem custo.
Sem livros, sem arte, sem direitos, tornou-se usuário e dependente químico registrado, vivendo à margem.
No dia 02/01/2020, o Zé Ninguém não conseguiu dormir no albergue. Mudaram as regras. Se não trabalhasse pela cama e pelo pão com margarina, não teria acesso a lugar pra dormir. Havia uma placa na porta – “Atenção Srs. albergados: Favor pegar o carrinho de picolé na loja ao lado, vender o produto e comprar o seu pão e quitar sua dívida com o abrigo. Porta aberta até as 21h. Atenciosamente”.
No dia 03/01/2020, Zé Ninguém não entrou no abrigo. Achou no lixo algo valioso. Tomado pela usura o pegou. Deu azar. Passou o camburão e o levou lá pra não se sabe onde. Ele faria parte de um barranco bem no alto dos Cocais.
Um moço que via tudo acontecer – mais um avisado que se fez de desavisado... – sentia algo ruim, mas a proibida música do Chico Buarque reboava em sua memória: “Pai, afasta de mim esse cálice, cale-se...” E, temendo, calou-se. Foi assim que ninguém mais ouviu falar do Zé Ninguém.
Foi sem dar notícias.
Foi segurando o tesouro achado na página onde se lia:
É tempo de meio silêncio
De boca gelada e suspiro,
De palavra indireta, aviso na esquina.
Tempo de cinco sentidos num só.¹
Mas nós não somos o moço que tudo via calado. Somos escritores, chargistas, professores, malabaristas, tradutores, músicos, atores, dançantes, pintores. Contamos.


En español:

DON ALGUIEN

Nublado el día en que Don Nadie miró por la ventana antes de salir de la cama. Por la ventana de la cocina miraba el cielo mientras hacía el café, lavaba la pileta, se alimentaba. Abrió la puerta, el portón y pisó la calle. 

Era julio de 2018
En la plaza Primero de Mayo, no muy cerca del monumento al trabajador, sostenía Caio Fernando Abreu y, en el banco de al lado, Clarice Lispector y João Cabral de Melo Neto. Don Nadie recitaba un poema suyo:
Hitler era bozal nato
Aquí está Bozalnaro
Que al oír ‘¡debata!’
Grita “te mato”
Pero corre hacia los bosques
Pidiendo “no me pegues”
 Hitler era bozal nato
Derramaba pelotudeces
Sus noticias, falsedades
Iguales a las de ‘nuestro’ Bozalnato
Retornó a su hogar para volver la semana siguiente con Machado de Assis, Castro Alves e Hilda Hilst.
Érase una vez un bueysominion. En una bella mañana él entró en una fila y cuando un amigo suyo lo vió, gritó:
- ¡Cuidado, buey! Sal de esa fila. ¿No estás viendo el cartel? Es un matadero.
- Cállate la boca, pedazo de comunista. Yo me gradué por el wasap y me pos gradué en el Facebook en la Fakenews University. Y aprendí que “FreeBuey” significa ‘Buey libre’.
Moraleja: La vaca fue para el pantano. Y a donde la vaca va el buey va atrás…
Volvió al hogar para regresar en las próximas semanas.
A principio de octubre, antes de la elección, sus acompañantes fueron Cecília Meireles, Manoel de Barros y Mario Quintana. Él recitó:
Con odio de la cigarra la hormiga votó al insecticida y murieron todos, inclusive el grillo que no votó.
En las tres semanas siguientes su voz se perdía en el desierto muerto de Pripyat intracraneal.
Lo peor aconteció. Pripyat se sumó a Chernobyl en un colectivo cerebral.
En el país, en 02/01/19, los libros fueron censurados. Teatro, TV, Cine sólo en la línea Guido Suller; mientras en la música, Reguetón. Las escuelas sin partido seguían un solo partido. Y la economía quedó bien repartida; más de la mitad para pocos y lo restante para todos.
En el desenvolvimiento del año Don Nadie perdió todo y lo mismo sucedió con todos; sin casa, sin ropas, sin nada.
Pero hasta 31/12/19, Don Nadie dormía en el albergue y comía un pan con margarina y bebía un vasito de café con leche, todas las mañanas sin costo.
Sin libros, sin arte, sin derechos, se tornó químico-dependiente registrado, viviendo al margen.
En el día 02/01/2020, Don Nadie no consiguió dormir en el albergue. Cambiaron las reglas. Si no trabajaba por la cama y por el pan con margarina, no tendría acceso al lugar para dormir. Había un cartel en la puerta – “Atención Sres. Albergados: Por favor agarren el carrito de helados en la tienda de al lado, vendan el producto y compren su pan y pagar su deuda con el albergue. Puertas abiertas hasta las 21 hs. Atentamente”. –
El día 03/01/2020, Don Nadie no entró al albergue. Encontró en la basura algo valioso. Tomado por la usura lo agarró. Puro azar. Pasó la trulla y se lo llevó para no se sabe dónde. Él haría parte de un barranco bien alto de los Cocales.
Un muchacho que veía todo acontecer – un avisado más que se hizo el desavisado… – sentía algo feo, pero la prohibida música de Chico Buarque pululaba en su memoria: “Papi, aleja de mí ese cáliz, cállese…” Y, temblando, se calló. Fue así que nadie más oyó hablar de Don Nadie.
Fue sin dar noticias.
Fue sosteniendo el tesoro hallado en la página donde se leía:
Es tiempo de medio silencio
De boca helada y suspiro,
De palabra indirecta, aviso en la esquina.
Tiempo de cinco sentidos en uno solo.¹
Pero nosotros no somos el muchacho que todo lo veía callado. Somos escritores, viñetistas, profesores, malabaristas, traductores, músicos, actores, bailarines, pintores. Contamos.

Como presente de aniversário, Leite oferece a Luiz C. Santana; Cabral oferece a Juan García.

Rubem recomenda a leitura de:
“O macarthismo que perseguiu Charles Chaplin e o anticomunismo de hoje”, de Javier Villanueva:
“Insisto em Abrir seus Olhos para não Pagar por sua Burrice”, deste macróbio que vos fala:

¹ ANDRADE, Carlos Drummond de. Nosso Tempo. A Rosa do Povo. 21 ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. Parte IV. Disponível https://jornalggn.com.br/sites/default/files/documentos/a_rosa_do_povo_-_drummond_0.pdf Acesso 18 Out 2018. Tradução livre ao espanhol por Cabral.

Biografia dos autores e do tradutor:
Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
 Carlos Glauss (ou Glaussim) é mineiro de BH. Atualmente reside em Santana do Paraíso. Bacharel em Administração e técnico em Segurança do Trabalho. Escritor marginal urbano. Publica seus textos literários em protestos em seu perfil no Recanto das Letras.
Julian Cabral é natural de Buenos Aires (Argentina) e onde estudou inglês na Escola Superior nº 6 Vicente López y Planes; artista de rua especializado em malabares (argolas, devilstick e outros) e autodidata.
Imagens:
Portão Aberto – fotos de Leite para este cronto – 2018.
Rubem na Figueira – Foto de Faire – 2018;
Carlos Glauss – Foto de Glauss – 2018;
Julian Cabral – Foto de Leite – 2018.

Escrito e trabalhado entre 15 e 21 de outubro de 2018.

domingo, 14 de outubro de 2018

TRÍDUO POÉTICO



Nossa Senhora Aparecida
Acabai c’o fascismo entre nós.
Nessa hora escurecida
Iluminai-nos nesse tempo atroz.

Senhora Aparecida
Iluminai o Brasil
Machista, não viril,
Ao abismo buscando caída.

Virgem Imaculada
A essa mente insulada
Continentai. Brasil
Com amor; sem fuzil.


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Camila Oliveira, Flávia Frazão, Gregory V. Moura e Leila Cunha.

Recomendo a leitura de:
“Tempos Sombrios: 30 anos da Constituição – não há o que comemorar”, de Josué da Silva Brito:
“Rima Não é Solução ou O que precisamos é de contadores de histórias”, deste macróbio que vos fala:
“Víctor Delfín”, de Gianmarco F. Cerdán:

Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Imagens:
Capela Livrai – foto do autor para estas quadras – 2018.
Rubem na Figueira – Foto de Faire – 2018.

Escrito e trabalhado entre os dias 11 e 14 de outubro de 2018.

domingo, 7 de outubro de 2018

PEDRA BRANCA – DEIDADE



Derrubamos as aparências externas do Antigo Regime, mas não lhe suprimos as ideias. Não basta destruir os abusos; é preciso mudar os costumes. Desapareceu o moinho, mas o vento ainda sopra.¹

A tarde de domingo corria lenta como as nuvens no céu claro e muito azul. Nem ele e nem eu nunca tivemos o costume de ficar buscando imagens nas nuvens. Bem, uma ou duas vezes tentei. Não tanto por vontade, mas tentando encaixar-me, ser “descolado”. Nunca deu muito certo. Mas a história não é esta, mas sim essa:

No Pedra Branca, a Escola Municipal Hermes de Oliveira Barbosa estava fechada no momento. E da janela da sala de uma casa próxima era possível vê-la e também à formação rochosa que dava nome ao bairro de Ipatinga. No sofá e poltronas acontecia a discussão desse cronto.
- Estamos matando o talento das crianças? Quando se quer ensinar, mas tem que pedir “por favor”? Quando se quer ensinar, mas tem que parar para dizer que o material deve estar encapado e sem fezes? Quando se quer ensinar, mas tem que parar para dizer que não pode deixar a sala imunda? Quando se quer ensinar e vem mãe reclamar que está dando dever de casa? Quando se quer ensinar, mas se encontra com quem apoia o Golpe de 2016 e grita “17”; e com isso o congelamento de investimentos na Educação e a ‘deforma’ da Previdência?
- Eu te entendo, Professor. E imagino que não deve ser fácil ser professor nos tempos atuais, mas continuo achando que a forma de ensinar precisa mudar. E acredito que essa mudança vai evitar todos esses transtornos que você citou... Enquanto a escola e o ensino forem desinteressantes mais e mais problemas surgirão e mais e mais o governo conduzirá o rebanho pra onde quer, seja pra apoiar o golpe, seja pra deformar a previdência. Eu sei que não é fácil mudar esse sistema que serve aos interesses políticos; mas enquanto não houver uma reforma nada, nada, nada disso vai mudar.
- Concordo com o que o senhor Alguém disse. Países mais evoluídos e que mudaram seu método de ensino mostram, na prática, que é possível ensinar de forma prazerosa e significativa para o aluno. E até aqui, pertinho de casa, tem uma escola experimental, com professores que estão revolucionando o método de ensino e que estão mudando todo o conceito do que é a escola. Bons ventos estão soprando por aqui, graças a Tupã. Enfim, faço votos de que tudo melhore para todos, professores e alunos e que os talentos possam brilhar dentro e fora da sala de aula.
- Dona Mãe, não há como discordar que a escola e o ensino devem ser interessantes. Óbvio! Contudo, a mudança deve começar em casa, não com o professor. Aluno deve ir para estudar, não para ser convencido a estudar... Deve sair de casa com o objetivo de aprender; independente de metodologia ou do professor. Deve ser um estudante e não um pedante nem irritante. Os pais não gostam que os professores eduquem, mas nos empurram essa missão... Paradoxo, não? Então não nos devem empurrar esse trabalho que não aceitam que façamos, mas que exigem que façamos... Veja nesses países que mudaram o método de ensino onde primeiro ocorreu a mudança. Em casa! É incrível como amam culpar os professores pelo fracasso do aluno. Este que não estuda, que fica zombando do professor, que lhe dá água de privada com sonífero para fazê-lo dormir, humilhá-lo e este não dar atividades. Enquanto o professor tem que gastar metade do seu tempo em sala pedindo atenção, quem está fora fica dizendo: “faz pouco”, “não faz o suficiente”... A gente se esforça demasiado contrastando ao desinteresse do aluno. E para que interesse?!? Em casa quem manda é o filho, não os pais. Na escola passa de ano sem o mínimo conhecimento porque tem que ter “educação continuada” ou qual o termo que prefiram para dizer que passa de ano sem conhecimento mínimo. Já levei filme para as aulas de Literatura; já levei ilustrador, pintor e grafiteiro para ensinar técnicas de desenho nas aulas de Arte. Todos os meus colegas gastam horrores de seu tempo privado para se dedicar aos alunos; e ficam dizendo que é pouca a nossa dedicação, o nosso esforço em melhorar/modificar a metodologia de ensino. Não! A mudança não deve começar com o professor; este que muito faz com o pouco disponibilizado e é atacado pelos alunos, pelos pais dos alunos, pela Secretaria de Educação, pelos políticos, pela sociedade. Cristo era professor e pode-se dizer que tinha três turmas. A dos Avançados, com doze Apóstolos; a Intermediária, com setenta e dois Discípulos; e a do Basicão, com todos que dizem segui-lO. Cristo dava aulas interessantes, mas não ficou nem fica convencendo ninguém. A matéria foi dada, agora estudem!
Alguns “ós” e caras de espanto e:
- Ousadia minha nos comparar-nos a Cristo? Comparo sim porque o que Ele fez foi ensinar como um professor faz. E assim como foi agredido pela sociedade da época e com um mundão de gente lhe dizendo como deveria se portar, somos nós hoje agredido e recebendo “orientação” de como agir.
- Ótimo ter o olhar de um professor na discussão; aliás, o que mais falta na nossa sociedade é exatamente isso: discutir e buscar soluções. Eu também já lecionei e uso o verbo no pretérito perfeito do indicativo porque não me enquadro no perfil de ‘educadora’; dessa educadora que tem que dar educação e não conhecimento. Jamais me atreveria a lecionar novamente porque a escola virou um campo de guerra e o alvo, eu sei, é o professor. Concordo plenamente que tudo começa em casa e que a grande maioria da sociedade está no “Basicão” em termos de educação e isso só vai mudar com novas gerações tendo novos modelos de educação. Vejam a ciranda que começa e inicia no mesmo ponto “cego”... E os ministros, os políticos, as delegacias de ensino... Aliás, por que se chama “delegacia”? É algo relacionado a crime?
Para um instantinho deixando a reflexão fluir e volta a falar:
- Estudiosos e toda essa gente que determina qual será o sistema de ensino dentro das escolas e que servem a um sistema que quer manter o aluno alienado e a sociedade contra o professor que, usando a analogia do Professor, é o “Cristo” que será massacrado, cuspido e crucificado. Debates, conversas, mudanças... A sociedade precisa ser renovada para o bem de todos nós!

Enquanto a Cidadã fala todos se calam em uma sociedade utópica onde o cidadão tem vez e voz. Já eu fico olhando o céu, escutando os pássaros, pensando nos professores e no sistema educacional.


Ofereço como presente às aniversariantes Gely Fantini e Shirley Maclane.

Recomendo a leitura de:
“Tempos Sombrios: 30 anos da Constituição – Não há o que comemorar”, de Josué da Silva Brito:
“Antropofagismo social não é canibalismo capital” e “Profissão Professor Missão”, ambos deste macróbio que vos fala:
“E o Temer não Caiu. Mas por quê?”, de Javier Villanueva:

¹ HUGO, Victor. Os Miseráveis. Tradução: Frederico Ozanam Pessoa de Barros. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2017. P. 85.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Dinossauro Datilógrafo – Foto do autor – Fotógrafo ignorado. Piquenique Dramatizado, 2015.

Escrito na manhã de 05 de fevereiro de 2018. Trabalhado no mesmo ano, entre os dias 01 e 07 de outubro.

domingo, 30 de setembro de 2018

PROFISSÃO PROFESSOR MISSÃO



Cristo não ensina;
Para lecionar
Pede licença aos Apóstolos...
Os doze conversam.

Cristo não ensina;
Para lecionar
Pede “por favor” aos Discípulos...
Os setenta e dois brincam.

Cristo não ensina;
Não pode lecionar
Tem que pedir desculpas...
Todos lhe agridem, riem.


Recomendo a leitura de:
“Proteger a casa de todos os vindouros”, de António MR Martins:
“Setenta Anos Sem-Com Caio Fernando Abreu”, deste macróbio:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Foto do autor – Fotógrafo Faire  2018.

Poema criado na manhã de 02 de fevereiro de 2018, enquanto meditava. Trabalhado entre os dias 29 de 30 de setembro do mesmo ano.

domingo, 23 de setembro de 2018

DOS NINGUÉNS VEM A REALIDADE


O ensino Não é “venda parcelada” de conhecimentos. Quem recebe aprendizagem precisa ter a postura mental de devoção ao estudo e cultivar o sentimento de respeito à pessoa que transmite o ensinamento.¹
¿De dónde vino esa historia llamada “realidad”? Ha venido de doña Olinda que no tiene fama para contarla.
Where did that story called “reality” come from? It came from Miss. Olinda, who has no fame to tell it.

Várias árvores – oiti, goiabeira, sibipiruna, ipê, pata-de-vaca – verdejam e floreiam o pátio da escola. À porta da sala as admira como se rezasse a pedir proteção e entra. Começa e continua a última aula enquanto muitos – quase todos – alunos buscam coisas no celular ou conversam entre si.
- O til é um sinal diacrítico...
- Que é isso, professor?
- É o nome dos sinais gráficos; ou seja, o nome dos sinais de acento e de outros sinais que, digamos, mudam o som de uma letra.
A sorrir pela aluna, o professor olha para a goiabeira no pátio, à frente da porta, antes de voltar ao assunto:
- Pois bem, Luma, o til é um sinal diacrítico que se coloca por cima de uma única vogal; indicando que ela deve ser lida nasalmente. Est...
- O que é “nasalmente”, professor?
- Nasal, Pedro, é pelo nariz. Pois bem, esta vogal pode ser “-a” ou “-o”. E o til nunca fica por cima das duas ao mesmo tempo e nem entre elas. Ou é por cima de uma ou de outra. Por exemplo – escreve no quadro:
“Cão, coração, corações, põe, mã...”.
- NÃÃÃÃÃÃO!
Grita uma aluna ao perder no jogo do celular. O professor suspira olhando pela janela um oiti e continua:
- Cedilha é outro sinal diacrítico. Hoje ele tem a forma de um pequeno “C” ao contrário e muita gente pensa que seu nome “cedilha” vem por causa da letra “C” onde ela é usada. Todavia, ela vem do espanhol “zetilla” que quer dizer “pequeña ‘zeta’.” Quer dizer, pequeno z.
- Por quê, professor?
- É que os bons escribas espanhóis faziam a parte superior da letra “Z” tão curvada, fazendo o resto parecer um penduricalho; ficou a cara de uma “”. Mas como eu dizia, “Ç” indica que o “-C” deve ser lido como o som de “-ss”: Criança, aliança, corações, açougue, açu, cupuaçu.
- Pode ser antes de qualquer vogal, professor?
- Não, Luma. – Falando para a turma: Viram pelos exemplos que somente antes das vogais “a, o, u” se usa o “Ç”?
- Sim! – Responderam ela e Pedro enquanto o resto continuava no celular ou conversando entre si. E o professor explica para os dois:
- Vejam bem! – Escreve no quadro:
Ca, ce, ci, co, cu.
- Quais são os sons dessas sílabas?
- ka, sse, ssi, ko, ku...
- Cu! Vai toma no cu! – “Brincam” dois alunos enquanto o resto ri.
- As vogais “-e, -i” já dão o som “ss”: cinco, cenoura, doce; então não precisam da cedilha. Já as demais vogais precisam. Para gravarem bem, quais vogais precisam acrescentar cedilha à letra “-C”?
- A, o, u!
- Exato, Pedro! Agora eu...
- Professor! – Um dos “brincalhões” me interrompe e pergunta:
- Fiquei de recorreco²?
Olhando a goiabeira pensa por alguns segundos e responde...
A aula termina, a manhã termina e o professor vai ao banco negociar a dívida criada porque o Estado não paga devidamente aos professores; profissão não prioritária segundo as palavras do Governador Pimentil.
Cansado de e por muitos alunos. Cansado pela negociação com o banco. Cansado pelos afazeres. Cansado pela sociedade desejosa de retrocessos sociais. Esgotado deita cedo e dorme.
E sonha.
Na calçada do outro lado da rua, mas em frente ao seu apartamento, uma goiabeirinha insiste em não morrer. Resiliente ela lhe diz: De onde veio essa história chamada de “realidade”? Veio de dona Olinda que não tem fama para contá-la.


Ofereço como presente aos aniversariantes Mário Jofest, Agustina Méndez Vargas e Gedeón Oliveira.

Recomendo a leitura de:
“Além das estrelas”, de Bispo Filho:
“La China Morena, de la Morenada del Carnaval de Oruro. Los gays y travestis”, de Javier Villanueva:
“Quanto mais palavras menos cérebro”, deste macróbio que vos fala:
“Longe de tudo”, de António MR Martins:

¹ TANIGUCHI, Masaharu. Princípio Básico da Felicidade. São Paulo: Seicho-No-Ie do Brasil, 2012. P. 54.
² “Recorreco” é um termo popular, comum em certas comunidades, para se referir a recuperação; uma maneira de ‘adquirir’ nota escola para poder avançar de ano estudantil.

 Revisão em espanhol e inglês: Julian Cabral.
 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Imagens:
De los nadie viene la realidad (fotos da goiabeirinha) – pelo autor – Rua Uberaba, Centro de Ipatinga   23/9/2018.
Dinossauro Datilógrafo – Foto do autor – Fotógrafo ignorado. Piquenique Dramatizado, 2015.

Manuscrito na tarde de 18 de julho de 2017; trabalhado pela primeira vez em 22 de dezembro do mesmo ano e depois no ano de 2018 entre os dias 26 de fevereiro e 03 de março e por fim entre 21 e 23 de setembro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

ENERGUNISMO



Chuva pela Janela – Foto do autor.

A chuva dá piscadela
Ao professor
A olhar pela janela.
Nervoso, mas menos raivoso
Proclama ao aluno
“Energúmeno!”
Comentam tantos,
Nesta sociedade sem Minerva,
“Mau professor
Que se enerva”

Aulas passam
Há quem lhe pergunta
“Que é energúmeno?”

Questiona, não pesquisa

Aluna acessa internet
Busca informações
Que não formam
Mas
Não se atrai
Pelas informações
Que transformam

E o professor
Professa


Ofereço como presente aos aniversariantes:
Edna Neves, Wenderson Godoi, Paulo Antonio Matiombe e Erikis Sena.

Recomendo a leitura de:
“Deixei” e “A Árvore no Jardim de Prédios”, ambos de Glaussim (Carlos Glauss):
“Mato Não Mata”, deste macróbio que vos fala:
E o lançamento de “A Lua nos Olhos de Maria”, de Willian Delarte:

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Dinossauro Datilógrafo – Foto do autor – Fotógrafo ignorado. Piquenique Dramatizado, 2015.

Manuscrito em 21 de janeiro de 2018. Digitado em 24 de março e trabalhado entre os dias 14 e 17 de setembro do mesmo ano.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A VIDA E UMA PIADA



Em português:

Noite difícil para dormir. Um pouco de raiva calada; mas insuficiente para atrapalhar o sono. O cachorro que quer sair; o desaparecimento de um papel necessário para o mais cedo do dia seguinte; os vizinhos barulhentos fazendo comida até mais de meia noite.
Só percebo que dormi ao acordar e ver pela janela as promessas de sol. Levanto para fazer café, comprar pão, comer e, como encontrei o papel, sair.
Sento-me na calçada a espera do Ministério do Trabalho abrir suas portas. Mas ler João Cabral de Melo Neto é um bom diálogo com o próprio ser num mundo de ter comandado pelo “serestar”; é uma lástima isto não significar a transformação do substantivo “seresta” em verbo...
Pernas passam. Pernas nuas, pernas cobertas. Pernas sem rosto e com vozes sem dono ou sem conexão. Drummond se mistura a Melo Neto e:
... senti o susto  /  de tuas surpresas.  /  E é por isso  /  que quando a mim  /  alguém pergunta  /  tua profissão  /  não digo nunca  /  que es pintor  /  ou professor  /  (palavras pobres  /  que nada dizem  /  de tais surpresas);  /  respondo sempre:  /  - É inventor,  /  trabalha ao ar livre  /  de régua em punho,  /  janela aberta  /  sobre a manhã.¹
Abrem-se as portas, entro, sento e leio. O Mistério do Trabalho é isso mesmo. Agendamento para as sete é chamado depois do agendamento para sete e dez, sete e meia... E um cartaz com dois homens brancos triangulando com uma negra à frente; tudo sorriso e os dizeres: “Gente descente respeita o trabalho descente”.
- Benito Bardo Junior, requerente de Informações Abono Salarial.
Levanto-me declarando minha presença. Jacinto, o funcionário, analisa os dados na internet.
- Aqui consta que o senhor trabalhou desde fevereiro, mas não consta nenhum pagamento. Aponta que recebeu bem mais de três mil em março e bem menos de mil reais em abril. No resto do ano, quase dois salários mínimos. Os três meses irregulares estão atrapalhando o senhor a receber o PIS. Mas o problema maior está em março; indicando que recebeu mais de três salários... e por isso não pode recebê-lo.
- O que fazer?
- Ir à Prefeitura pedir para corrigir a RAIS. Com ele corrigido, em agosto estará regularizado e poderá receber. Mas se não pegar uma cópia para voltar no fim do mês só receberá a gosto de Deus...
Piada horrorosa; não a do Jacinto, mas a que fazem com o povo, esclareço. “Libertad a los problemáticos que la sociedad moderna creó.”. Dentro de mim ouço Julian Cabral me dizer. Sei que os problemáticos criados pela sociedade dito por ele se refere a outra coisa. Mas sinto que os principais problemas são criados pela sociedade.
Saio do escritório local do Ministério e al pisar na rua Diamantina sinto o calor do sol e um ventinho raro se misturando ao meu desamparo. O barulho do trânsito e o canto dos pássaros se casam com meus pensamentos. Em muitos sentidos o povo e eu nos cruzamos, cada qual em seu rumo.


En español:

LA VIDA ES UNA BROMA

Noche difícil para dormir. Un poco de rabia callada; pero insuficiente para estorbar el sueño. El perro que quiere salir; la desaparición de un papel necesario para el más temprano del día siguiente; el vecindario barullento haciendo comida hasta más de media noche.
Solamente percibo que dormí al despertar y ver por la ventana las promesas de sol. Me levanto para preparar el café, comprar pan, comer y, como he encontrado el papel, salir.
Me siento en la vereda a espera del Ministerio del Trabajo abrir sus puertas. Pero leer João Cabral de Melo Neto es un buen diálogo con el propio ser en un mundo de tener comandado por el “serestar”; esto es aún peor que uno seresere…
 Piernas pasan. Piernas desnudas, piernas cubiertas. Piernas sin rostro y con voces sin dueño o sin conexión. Drummond se mescla a Melo Neto y:
… sentí el susto  /  de tus sorpresas.  /  y es por eso  /  que cuando a mí  /  alguien pregunta  /  tu profesión  /  no digo nunca  /  que eres pintor  /  o profesor  /  (palabras pobres  /  que nada dicen  /  de tales sorpresas);  /  respondo siempre:  /  - Es inventor,  /  trabaja al aire libre  /  de regla en puño,  /  ventana abierta  /  sobre la mañana.¹
Se abren las puertas, entro, siento y leí. El Misterio del Trabajo es eso mismo. Agendamiento para las siete es llamado después del agendamiento para siete y diez, ocho menos diez… Y un cartel con dos hombres blancos y una negra triangulándose; todo sonrisa y las palabras: “Gente decente respeta el trabajo decente”.
- Benito Bardo Junior, demandante de Informaciones de Aguinaldo.
Me levanto declarando mi presencia. Jacinto, el funcionario, analiza los datos en la internet.
- Aquí consta que usted laboró desde febrero, pero no consta ningún pago. Apunta que recibió mucho más de tres mil en marzo y mucho menos de mil reales en abril. En el resto del año, casi dos salarios mínimos. Los tres meses irregulares le están obstaculizando recibir el aguinaldo. Pero, el problema más grande está en marzo; indicando que ha recibido más de tres salarios… y por eso no pudo recibirlo.
- ¿Qué debo hacer?
- Ve a la alcaldía a pedir para arreglar la información que ella envió al Ministerio del Trabajo en Brasilia. Después de arreglado podrás recibir en agosto. Sin embargo, si usted no volver al fin de este mes teniendo una copia de la información corregida solo recibirá al gusto de Dios…
Terrible broma; no la de Jacinto, sino la que hacen con el pueblo, aclaro. “Liberdade aos problemáticos que a sociedade moderna criou”. Dentro de mí oigo Julian Cabral decirme. Sé que los problemáticos creados por la sociedad dicho por él se refiere a otra cosa. Pero siento que los principales problemas son creados por la sociedad.
Salgo de la oficina local del Ministerio y al pisar en la calle Diamantina siento el calor del sol y una brisa poco común mezclándose a mi desamparo. El alboroto del tránsito y el canto de los pájaros se casan a mis pensamientos. En muchos sentidos el pueblo y yo nos cruzamos, cada cual a su rumbo.


Ofereço como presente aos aniversariantes Suzana Brito e Willian Delarte.

Recomendo a leitura de:
“Sina”, de Girvany de Morais:
“A Morte Há”, deste macróbio que vos fala:
“Andarilho”, de Glaussim (Carlos Glauss):

¹ MELO NETO, João Cabral de. A Vicente do Rego Monteiro. Poesia completa e Prosa. Antonio Carlos Secchin (org.). 2 ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2007. P. 57. Tradução livre ao espanhol pelo autor.

 Rubem Leite é escritor, poeta e crontista. Escreve e publica neste seu blog literário aRTISTA aRTEIRO todo domingo e colabora no Ad Substantiam às quintas-feiras.  É professor de Português, Literatura, Espanhol e Artes. E em breve também professor de História. É graduado em Letras-Português. É pós-graduado em “Metodologias do Ensino da Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica”, “Ensino de Língua Espanhola”, “Ensino de Artes” e “Cultura e Literatura”; autor dos artigos científicos “Machado de Assis e o Discurso Presente em Suas Obras”, “Brasil e Sua Literatura no Mundo – Literatura Brasileira em Países de Língua Espanhola, Como é Vista?”, “Amadurecimento da Criação – A Arte da Inspiração do Artista” e “Leitura de Cultura da Cultura de Leitura”. Foi, por duas gestões, Conselheiro Municipal de Cultura em Ipatinga MG (representando a Literatura).
Revisión en español: Julian Cabral.
Dinossauro Datilógrafo – Foto do autor – Fotógrafo ignorado. Piquenique Dramatizado, 2015.

Manuscrito na manhã de segunda feira, dia doze de março de 2018. Digitado em 23 de maio; trabalhado entre os dias 08 e 10 de setembro do mesmo ano.