segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SALVO-ME!

¡ME SALVO!


Com muita lua e sol
Beijo e canto de rouxinol
Xixi no urinol
Bobice em mi bemol.
Beatriz Myrrha – facebook – 06-6-2015.

I walk in dark and not see light
But I save myself in a bookstore
Rubem Leite


Potira itapitanga.


Em português

Céu e nuvens escuros
São rasgados pela luz
Douram a madrugada
Amaciam corações duros.

Estou em um beco sem saída.
Caminho, caminho e não vejo a saída.
É um beco sem saída de uma livraria.
Por isso a luz no fim do túnel nunca me apressaria.

Insetos escondem-se nas grutas
E o sol vem e se vai entre nuvens
Homens se escondem nas grutas
Corpos ou almas aqui ou algures
Saciam suas fomes de corpos
Satisfazendo-se enquanto outros...


En español

Cielo y nubes oscuros
San rompidos por la luz
Doran la madrugada
Ablandan corazones duros.

Estoy en un callejón sin salida.
Camino, camino y no veo la salida.
Es un callejón sin salida de una librería.
Por eso la luz en fin de túnel nunca me apresaría.

Insectos se esconden en las grutas
Y el sol viene y se va entre nubes
Hombres se esconden en las grutas
Cuerpos o almas sanos o fúnebres
Sacian sus hambres de cuerpos
Satisfaciéndose mientras otros…


Ofereço como presente de aniversário:
Iuri Cupertino, Celma Anacleto, Isaac Andrade, Marileuza Lopes, Vitória Elizabeth, Paulo Carvalho e Myria, Mª Aparecida D. Pinho (Cida Pinho), Marlene Brum, Eddy Khaos, Wadson Lourenço e Celia M. Vidal.

Recomendo em português a leitura de “Mundo Vertical”, de Bispo Filho:

Recomiendo en español la lectura de “El Aviador y el Zorrito en las Salinas Catamarqueñas”, de Javier Villanueva:


Escrito entre os dias 06 de junho de 2015 e 01 de fevereiro de 2016.

3 comentários:

Josmar Divino Ferreira disse...

Vida estranha de um homem numa gruta sem luz no fim do túnel. Só mesmo um poeta para colocar ali o pobre homem. Bela escrita. Poema instigante e perfeito. Lindo dia amigo.

Heloísa Davino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Heloísa Davino disse...

Beco sem saida de uma livraria. Fico pensando que estamos neste beco que vem sendo fechado, cada vez que uma livraria baixa suas portas. E mais parece uma epidemia nos tempos atuais. É de uma tristeza... Só mesmo os poetas, (o poeta Rubem)a nos trazer o bálsamo feito de palavras e seus múltiplos sentidos pra nossa alma rasgada.