segunda-feira, 25 de novembro de 2013

EL MONSTRUO

Obax anafisa.


Em português

Na rua vazia de pessoas e cheia de carros sujos e abandonados, um rapaz corre apavorado em um corredor de árvores mortas. Esconde atrás de um muro e pensa: Sou magrelo, mas sou gostoso. É claro que ele quer me comer.
Um morto vivo faminto está por perto, mas não o viu. Entretanto o nariz do garoto coçou e espirrou. O monstro parou, olhou ao redor, cheirou e foi até ele, aproximou-se dele, parou de novo e retornou a caminhar dizendo:
- É magro. Pior! É Loiro... não tem cérebro. Que chato. Ainda estou com fome. Quero cérebro de carne morena e gordinha.
- Com licença, senhor monstro. Vejo que está com muita fome, não? E há que se acabar com a fome no mundo. Não é verdade!?
- Sim! Mas como? Estou morto de fome!
- Olhe! Perto daqui tem um rapaz muito bonito e ele tem mais carne que eu, seu cabelo é preto e seu cérebro é de médico... e cérebro de médico é mais gostoso, mais saudável. Ele se chama Diogo e está naquela casa vermelha.
- Obrigado!
- De nada! Vá com Deus. E bom apetite.
- Muito obrigado!
O rapaz sai detrás do muro, caminha tranquilo e sorrindo no corredor de árvores mortas na rua vazia de pessoas e cheia de carros sujos e abandonados. E pensa: Sou magrinho e gostoso; mais, sou inteligente e bonzinho.


En español

En la calle vacía de personas y cargada de coches sucios y abandonados un muchacho corre aterrado en un pasillo de árboles muertos. Esconde detrás de una tapia y piensa: Soy un grande desgrasado, pero soy exquisito.
 Un muerto vivo hambriento está cerca de él, pero él no lo ha visto. Todavía su nariz empezó a picar y entonces estornudó. El monstruo se quedó parado, miró alrededor, oleó y fue hasta él, se aproximó de él, interrumpió y retornó a caminar diciendo:
- Es flaco. ¡Peor! Es rubio… no hay cerebro. !Qué lástima! Aún estoy hambriento. Quiero cerebro de carne morena y engrasada.
- Con permiso, señor monstruo. Veo que estay con mucho hambre, ¡no! Y hay que se acabar con el hambre en el mundo, ¡¿no es verdad!?
- ¡Sí! ¿Pero cómo? !Estoy muerto de hambre!
- ¡Ojo! Cerca de acá hay un muchacho muy guapo y ele tiene más carne que yo, su pelo es negro y su cerebro es de médico… ¡y cerebro de médico es más exquisito, más saludable! Él se llama don Diogo y está en aquella casa roja.
- ¡Gracias!
- ¡De nada! Va con dios. Y ¡buen provecho!
- ¡Muchas gracias!
El muchacho sale detrás de la tapia, camina tranquilo y sonriendo en un pasillo de árboles muertos en la calle vacía de personas y cargada de máquinas sucias y abandonadas. Y piensa: Soy desgrasado y exquisito; más, soy inteligente y bueno.


Ofereço como presente de aniversário:
Cia. Bruta de Teatro, Aline Medeiros, Gunther Stebanez, Stefanni Marion, Edilaine S. Peres, Joubert Moisés, Arteterapia Escritos, Marília S. Lacerda, Luizin Ribeiro e Nauana Louzada.

Escrito entre 19 de setembro e 25 de novembro de 2013.

Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas. O texto é minhas flores para você e faço votos de que encontre nele pedras preciosas.

Observações: originalmente escrito em espanhol. A versão em português não é tradução e sim criação, sem intenção de ser parecida, tendo em comum apenas a essência da ideia.

Observaciones: originalmente escrito en español. La versión portuguesa no es traducción y si creación, sin intención de ser parecida, tiendo en común apenas la esencia de la idea.

2 comentários:

henrique p disse...

kkkkkk muito bom o texto Rubem, parece ter acontecido de verdade!

Abaços!

Paulo Bonfá disse...

kkkkkkk, rachei kkk