segunda-feira, 27 de julho de 2015

PALAVRAS

Obax nafisa.

A sting’s termite hurts less than a calabash of hard words. Ouch, my feet!
Rubem Leite.

É a aurora da liberdade dos Filhos de angola.
É o poema e a velha história.
É o negro homem a quem a Vida negou.
É o operário humilhado e ultrajado reprimindo aquilo que sente.
É a esperança que brada em Voz alta o triunfo da liberdade.

Adriana Borboleta, poeta angolana – 10/4/2015


Ah, os flagelos dos pés de chinelos
Colhem poeira e grama enquanto caminham
Piedade, Poê, limpe a poeira
De meu gramar com o sereno na grama

Picada de cupim dói menos que uma cuia de palavras pesadas
Ai, meus pés

Pés de boldo à aurora
Maquiam-se com o sol
Do verde ao vermelho amora


Ofereço como presente de aniversário aos queridos
Elza O. Lage, Anilton Reis, Daniela Silveira, Victor do Carmo, Marlei Ferreira e Eliberto Campos.

Revisão da estrofe em inglês: Conrado Carvalho

Escrito entre 27 de julho de 2014 e 27 de julho de 2015.

Um comentário:

Josmar Divino Ferreira disse...

Belo poema amigo Rubem Leite. Parabéns.