segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ÁRVORES BROTAM POEMAS

Potira itapitanga.
Viva a árvore!
Árvores brotam poemas em ramas, folhas e flores.


Poco antes de hacer alguna barbaridad, todo el mundo está completamente sereno.
… y tenía en los ojos una mirada extraña, no se sabría bien se suplicante, humillada o cruel.
CELA, 2009, p. 259 y 258.




- Crise total... Por que se preocupar? Para que se preocupar? Temos é que trabalhar e mais ainda orar. Rezar muito. Rezar com confiança e fé. Orando e trabalhando, não pelo dinheiro em si, mas para o bem da humanidade; fazendo do seu trabalho a felicidade do outro não existe nem existirá crise. Oração e trabalho – A preletora escreve no quadro as palavras “crise total” e volta a falar: Orando e trabalhando não existe sequer crise parcial e muito menos crise total. Orando em agradecimento a Deus e trabalhando pelo bem do próximo o que acontece é a conversão de crise total para – apaga a letra “e” de crise e a sílaba “tal” de total e retorna à fala: Cristo! Sim, o que existe é somente Deus e o que vem de Deus. Fazendo a felicidade alheia através do seu trabalho você estará fazendo depósitos no Bando Universal do Deus do Amor: o BUDA. Orar e trabalhar estão intimamente ligados à Cristo e à Buda.
Em uma tarde quente, mas agradável, e depois da oração de abertura e das palavras iniciais acima, a reunião de diretoria.
- Eu gostaria de saber por que você não trabalhou durante o seminário. Deixando tudo a cargo de seus auxiliares.
Olho surpreso para o interlocutor. As outras quatro pessoas da reunião administrativa da igreja me admiram. Em verdade, duas me encaram. Os demais observam o nada.
- Recebi denúncia que assim fez. – Continua o interlocutor.
“Denúncia! Palavra pesada para o caso”, penso e respondo:
- Se você acredita que eu seja um parasita, um vampiro... Qualquer coisa que eu diga soará falso aos seus ouvidos. Se você imaginasse que eu fosse uma pessoa correta, um sujeito honesto, um cara legal; não haveria porque perguntar. Mas digamos menos; se você pensasse que eu não queira carma negativo, assim, por ser interesseiro, não por amor, mas para não sofrer praticando tal ação, ou falta dela; outra vez não haveria porque perguntar. Em todos os casos, é perda de tempo responder.
- Não é bem isso, Júlio.
- Como há muito tempo – interrompo – sei que as pessoas estão propensas a ver o mal e o mau, não o bem e o bom. Deixo a cada um o arbítrio de escolher o que pensar a meu respeito. – Olhando para todos e não apenas para o interlocutor: Não por descaso aos senhores, mas por saber que assim é.
Sentado debaixo de uma árvore de folhas de renda para o céu, revejo a reunião. Queria ter agido assim; não me justificado, explicado o que ocorreu. Expurgo-me, então, pensando no haicai de Mayron Engel:
Aqui eu vejo asas \ Estrelas, céu, terra e ar \ Basta só voar.


Ofereço como presente aos aniversariantes
O poeta e amigo Thiago Domingues, Mª do Carmo F. Vaz, meu “baby brother” e meu “benjamín” Erikis Maciel, Jaqueline Carla, Vandeluzia L. Ferreira, Daniela V. Aleixo, Edvania Oliveira, Samuel Fernandes, Maria Jany, João Gabriel, Adriana C. Martins, Devon Pendleton, Jadallah Safa e Flávia V. Paravidino.
Ofereço de modo especial a Mário Josefh.

Recomendo a leitura de “Aroma”, de jackeline V. Valentim; e de “Pensar”, de Pedro du Bois. Respectivamente:

CELA, Camilo José. La colmena. Madrid: Alianza Editorial, 2009.

Escrito entre o fim da madrugada de 10 de outubro de 2014 e o início do dia 21 de setembro de 2015.

Diquinha de português:
Uso do Há
O verbo “haver” é utilizado em expressões que indicam tempo decorrido, assim como o verbo “fazer”. Assim, “há” indica o tempo passado. Em outras palavras, é para indicar ocorrências no passado (fatos anterior ao presente):
Exemplos: Há 3 anos não faço esse passeio / Faz 3 anos que não faço esse passeio.
Uso do A
Já o “a” é usado para indicar uma ação futura, neste caso o verbo “haver” não tem sentido de “existir”, nem de “tempo decorrido”. Em outras palavras, é para indicar ocorrências futuras (fato posterior ao presente):

Exemplos: Daqui a dois anos verei meus amigos. / Estamos a dez minutos do parque de diversão.

Um comentário:

Josmar Divino Ferreira disse...

Rubem Leite um texto fascinante... Uma árvore de letras,de ideias e de imagens perfeitas... Parabéns.