segunda-feira, 5 de outubro de 2015

NOITE E LUA

Potira itapitanga.


I want to know is how is the case of Jesus.
The Father is God, but who did the Son was the Holy Spirit, but who created him was Joseph.

Oi, gente! Sou Benito e hoje é meu aniversário. Quero dizer, quando começamos nossa conversa era meu aniversário; mas vamos fazer de conta que ainda é, tá bom? Que bom que concordou. Então vamos lá, de novo. Oi, gente! Sou Benito e hoje é meu aniversário. Quem primeiro me cumprimentou e presenteou foi o Sol; ele me deu o dia mais quente do ano, porém iniciado e encerrado com fascinantes apresentações solo de sua estrelice... A Noite também me cumprimentou e, “tal qual a dona do bordel”, me ofereceu a Lua como amante. Caminhando com as duas e diante de minha luz, os postes se apagavam onde eu passava.
Mas no Tsuru... No restaurante japonês no Veneza I, aqui em Ipatinga, eu, Jeferson Adriano, Didi Peres, Carlos Glauss, Denise Maria e Vinicius Siman comemoramos meu aniversário. E conversamos.
Meu filho está de castigo. Não gosto, mas algumas vezes é preciso. Ele brigou com um coleguinha e o expulsou de casa. E isso não se faz. Mandei que não ligasse o computador de hoje até amanhã.
Repetir as mesmas besteira... Por que nos envolvemos sempre com gente ruim, iguais a outras pessoas de quem já gostamos? É preciso aprender com os erros, e não ficar errando e errando os mesmos desacertos. Eu preciso aprender. Necessito mesmo.
Quando se assume um compromisso é necessário honrá-lo; mesmo que algumas vezes a gente queira ficar em casa ou tenha vontade de fazer outra coisa. Principalmente quando o compromisso é com quem gostamos. E muitas são as vezes que sentimos valer a pena o encontro. Todavia, mudando de assunto, a diversidade é muito complexa para aceitar padrões de classificação e outras taxionomias. Mas a civilidade ainda deve sublimar ao instinto humano, mantendo-nos no controle de si. Caso contrário, como resposta a estímulos que desacordam situações onde o diálogo fora insuficiente para negociar, surge a guerra, o ódio, a ira e outros frutos e subprodutos do caos: a inimizade, a intolerância e o ressentimento.
Quero concluir a graduação que comecei, mas a universidade não ajuda. A solução foi entrar na justiça para que ela me reintegre. Pô, ela quem errou, não eu. E grana? Estou precisando um trabalho. Ainda bem que consigo algum com artesanato. E que interessante o garçom...
É absurdo encontrar bibliotecários que se dizem grandes leitores e pensadores, donos de grandes saberes; mas, na verdade, desprovidos de capacidade de reflexão e, pior, carregados de preconceitos. Preconceitos de todo tipo... Racial, sexual. E que ficam dizendo o que temos que ser, o que pensar, o que fazer.
A Lua sedutora sorri, mas eu...
- Uai! Que lágrima é essa, Benito? – Pergunta-me Vinicius.
- Sinto que algo horrível acontecerá em mais ou menos uma semana...
- Quê? – Fala Denise. – Nada de coisa triste agora.
- O quê, Benito? – Carlos indaga.
- Um hospital aos cuidados dos médicos sem fronteiras será atacado e...
- Que horror! – Didi interrompe. – Mas deixemos o futuro para o futuro.
- Pare o planeta que eu quero descer. – Alvino fala pela boca de Jeferson.
Eu quero é saber como fica o caso de Jesus. – Rubem se intromete no cronto. – O Pai é Deus, mas quem fez o Filho foi o Espírito Santo, todavia quem o criou foi José... Que família mais intradicional... Então...
Então retomo a palavra. Autor não tem que se intrometer no texto se fazendo personagem. Que coisa. Agora a fala voltará para as personagens.
Ric e Kel trabalham. O primeiro canta e toca seu violão com aquiescência da Noite e Kel prepara as refeições que comemos pensando em quem comer. O restaurante se esvazia e Ric sai com a Noite; vão para algum quarto passando antes por matos em uma moto. O chef se fica olhando a Lua que brilha diferente do fogão em que trabalha. E faz com ela o que faz na cozinha. Os sabores que sentem não é só na língua que desfrutam. Que sua imaginação lhe diga... Mas um não se embriaga impedindo-se de enlouquecer e, quiçá, crescer. Não é o músico nem o chef... É um sonho.


Ofereço aos aniversariantes
R. Janio W. Leite, Mayara F. Lima, Nei Gomes, Siloene de Oliveira, Erica Fernandes, Nilmar Lage, Keleston Abreu, Luciana Caldeira, Gustavo Espeschit, Yasmine Pimenta, Luciano G. Botelho, Ebes Faria e Anna L. Rodrigues.

Diquinha de português:
Quem ou que? – Quem disse isso foram eles. Eles disseram que não queriam ir. – Para nos referirmos às pessoas podemos usar tanto o pronome “quem” quanto o “que”. Porém:
Uso do Que
Quando utilizar “que”, o verbo deverá concordar com o antecedente deste pronome: Fui eu que disse – Foi ele que disse – Fomos nós que dissemos – Foram eles que disseram.
Uso do Quem
E quando utilizar “quem”, o verbo ficará, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular; pois “quem” é um pronome de terceira pessoa: Fui eu quem disse – Foi ela quem disse – Fomos nós quem disse – f) Foram eles quem disse.

Recomendo a leitura de “Vestido Branco”, de Bispo Filho; o poema sem título de Jackeline V. Valentim; respectivamente:

Escrito entre as últimas horas de 25 de setembro e as primeiras horas de 05 de outubro de 2015.


4 comentários:

Josmar Divino Ferreira disse...

Benito aniversário é assim mesmo uns lembram, outros esquece, mas faça um churrasco regados com cervejas e verá o quanto é querido, até os amigos esquecidos aparecem. Belo texto Rubem Leite como sempre. Toda segunda uma linda surpresa. Parabéns

Gustavo Espeschit disse...

Lindo.
Reflexão.
Grato pela dedicatória amigo.

Gustavo Espeschit disse...

Lindo.
Reflexão.
Grato pela dedicatória amigo.

Gustavo Espeschit disse...

Lindo.
Reflexão.
Grato pela dedicatória amigo.