segunda-feira, 10 de novembro de 2014

MELOPÉIA

Obax nafisa.

A saudade é a que fica entre os dentes e os galhos da mangueira do tempo. (Marcelo Oliveira, ator. Falando-me sobre mangas).


Canta galo levando a noite
Canta galo trazendo o dia
Não sei se há sorte
Mas é preciso teimosia.

Ontem, meu apê parecia zona rural
Passaram dois ratos tão grandes que eu disse “ual”
Pensei até que eram capivara e anta ou outro animal
Mas vieram dos entulhos do vizinho, coisa normal.

Canta galo levando a noite
Canta galo trazendo o dia
Não sei se há sorte
Mas é preciso persistência.

Eu invento, se não tivessem feito,
O passear com o vento e ver
As mangas amarelas brincando de balanço
Nos galhos ao vento.

Canta galo levando a noite
Canta galo trazendo o dia
Não sei se há sorte
Mas é preciso rebeldia.

“É carnaval”
Canta um galo do vizinho
“Isabel, me dá beijinho”
Canta outro prá não ficar sozinho.


Ofereço como presente aos aniversariantes
Ângella Santhos, Eduardo R.L. Toledo, Izabela Azevedo, Luciana Laris, Isac Silva, Fernanda La Noce, Eder M. Loures, Rodrigo Neiva e Rita Clemente.

Umas estrofes escritas em 04 de março de 2013. Outras, na manhã de 05 de julho de 2014. E poema remexido entre 06 e 10 de novembro de 2014.


Em banto, obax nafisa significam flores e pedras preciosas. O texto é minhas flores para você e faço votos de que encontre nele pedras preciosas.

2 comentários:

Solange Maria disse...

Querido amigo Poeta, sempre bom arrumar tempo para ler vc um pouquinho.
Faltou a Raposa nesse poema. KKKKKKKKKK....... Ela vai te pegar.

Bjos.

Josmar Divino Ferreira disse...

TEM CADA UMA NO FACE... BELO POEMA MEU AMIGO RUBEM LEITE. ABRAÇOS POÉTICOS