segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

FLOR AMARELA

Flor Amarilla – Yellow Flower


Obax nafisa.
Bom Natal! ¡Buen Navidad! Good Christmas!

Obrigado, mamãe!





Português
(Poemetos independentes)

A mulher invisível protege a rua
Descobre a sua cabeça deixando-a nua
Flor amarela nos cabelos escuros
A varredora e seu trabalho passam obscuros.

Jaci Acauã, a Lua cheia,
Ao sol “espreiteia”
Feliz e ansiosa está de guarda
A Fonte de Luz não tarda.

A lua, que despropositada,
Está tímida, mas pelada
Veste-se de nuvens
Intenta esconder suas libertinagens.

A chuva na pedra
É meu coração em pedaços
Meus olhos voam livres
Sozinho em uma livraria.

Lua minguante no fim da madrugada
Vejo seu círculo perfeito
E você suavemente aureolada
Ah! Como me inspira seu poema bem-feito.
Calo-me!

Como eu queria ter algo para dizer.
Não qualquer coisa, mas o “algo” essencial.
Não tenho. Então deixo abaixo meu silêncio.
Escute-o se tiver vontade. Dura um minutinho só.


Español
(Poemas independientes)

La mujer invisible protege la avenida
Descubre su cabeza dejándola desvestida
Flor amarilla en los pelos oscuros
La barrendera y su trabajo pasan obscuros.

Yací Acauan, la Luna Llena,
Al sol acecha
Feliz y ansiosa está de guarda
La Fuente de Luz no tarda.

La luna, que absurda,
Está tímida, pero desnuda
Se veste de nubes
Que no la encubre.

La lluvia en la piedra
Es mi corazón en piezas de piel
Mis ojos vuelan libres
Soledad in una librería.

Luna menguante en fin de madrugada
Miro su círculo perfecto
Y tú suavemente aureolada
¡Ah! Cómo me inspira su poema bien hecho.
¡Me callo!

Como quería ter algo para decir.
No una cosa cualquier, pero el “algo” esencial.
No lo tengo. Entonces dejo abajo mi silencio.
Escúchalo se tuvieres gana. Dura uno solo minuto.


English
(Independent poems)

The invisible woman protects the avenue
She uncovers the head retuning her nude
She has a yellow flower in black hair
The street sweepers and your work pass over unclear.

Jacy Acauan, the Full Moon,
In the sun she keeps an eye on
Happy and anxious she is of guard
The Source of Light is around.

The moon, that nonsense,
Is shy, but naked
Attire itself of cloud
She attempt hide their crapulence.

The rain in the stone
Is as my heart in storm
My look is free
But friendless.

Waning moon at the early morning
I see your perfect circle
And you gently haloed
Oh! As inspire me your shapely poem
I shut up me!

As I wanted have something from talk.
Not any something, but the “something” essential.
I not have. Then I put my silence.
Listen it if have wish. Lasts one minute only.


Ofereço como presente de aniversário a
Clayton Heringer, Alexsandra Gregório, Mayron Engel, Fabiana Ribeiro, Nay Embama, Alison W. Martins, Maria de Maria, Natalia Coutto, Jhoyce Oliveira, Juliana Novaes, Deiverson Tófano, Éderson Caldas, Diego Cortezao, Flavio Meyer, Simone Silva, Artur Freitas e Italo Rafael.

Em banto, obax nafisa significam flores e pedras preciosas. O texto é minhas flores para você e faço votos de que encontre nele pedras preciosas.

Escrito entre o fim da tarde de 01 e o fim da madrugada de 22 de dezembro de 2014.
Dia 26 mamãe, Maria Ettiene Weber Leite, fez\faz 85 anos.
Revisão em inglês: Delsyn Carvalhais.

Um comentário:

Josmar Divino Ferreira disse...

Lindo poema amigo Rubem Leite