segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O SILÊNCIO E A PALAVRA

Obax anafisa.


- Acabei de ter um sonho tão bem feitinho...
- Huuum! Bom dia, amor.
- Bom dia!
- Com que sonhou?
- Estávamos nós dois em um debate sobre silêncio e palavra e participavam conosco Wenderson Godoi, Luciano Betelho, Cloenes e Rosângela, Nena de Castro, Marquim Faria, Beto Faria, Érikis Sena, Carlos Glauss, Marília Siqueira, Gorette Freitas e uns artistas de fora, que puxavam a conversa.
- E do que falavam? Consegue lembrar-se de algo?
- Do silêncio e da palavra, uai! Você tentou falar três vezes e sempre alguém não deixava. Tomava sua vez. Ainda bem que diziam coisas interessantes.
- Menos mal, rerrê. Continue.
- Vamos levantar para fazer o café.
No banheiro e na cozinha continuaram.
- Quando finalmente conseguiu falar dois participantes foram para um canto, mas conversavam muito alto.
- Huuum, chato. Rerrê.
- Depois falei também, mas aconteceu o mesmo comigo. Um tomou minha vez, Todavia consegui na segunda tentativa. Inclusive outras pessoas foram para um canto e falavam igualmente alto.
- Um saco.
- Eu disse que as pessoas temem o silêncio porque força o sujeito ver a si mesmo e permute pensar. Duas coisas que as pessoas não gostam. Aí, você tomou a palavra.
- Que eu falei?
- Deu exemplo. As pessoas que discutiam nos cantos atrapalhavam porque no fundo o assunto possibilitava os participantes verem a si mesmos e dificultava refletir o assunto.
- Minhas palavras valem o silêncio...
- Nossas, querido!
O café. Seu cheirinho percorria a sala e junto com o leite agradava nossas línguas.
- Um dos artistas de fora pegou de sua carteira um papelzinho bem pequeno e nos mostrou. Parecia um duende ou coisa assim. Só que não recordo suas palavras.
Uma mordida no pão aquecido na tostadeira mais um golinho do café com leite ao som dos pássaros nos silenciaram uns minutos.
- Vai, termina o sonho.
- A gente falou que se calar evita discussões desnecessárias e mais importante e melhor que isso é manter silêncio para ouvir a si mesmo e ver o outro. Dissemos mais que isso, mas é o que recordo.
Beijamo-nos e já prontos, cada qual foi para seu trabalho.


Ofereço como presente de aniversário
A grande poeta Marília S. Lacerda, el gran músico Alejandro Vera, Luizin Ribeiro, Hudson Welling, Nauana Louzada, Ana P. Benacon, Edivane Ribeiro, Juliana Queiros, Cleide Takahashi, Marcelo Vieira, Vanda Ribeiro, Lorrayne Sancar, Claudiney de Sá, Welington G. Silva, escritora Patricia C. Mackowiecky, Maxwell Antunes, Patrick Castro, Lucas B.M. Alto, Larissa SA. Ligia Mara, Iara Barona, Sergio Lopes e Regina M.T.P. Simao.

Humilde homenagem ao meu GAAALOOOOO! CAMpeão da COPA DO BRASIL. Bica eles, GAAALOOOOO!

Convido a ler também os textos:
Não é Milagre, é Atlético Mineiro, de Ique Carvalho; Vampiros no Transatlântico, de Adriano Siqueira; e Engenho, de Bispo Filho.
Respectivamente:

Em banto, obax anafisa significam flores e pedras preciosas. O texto é minhas flores para você e faço votos de que encontre nele pedras preciosas.


Escrito entre os dias 04 de abril e 01 de dezembro de 2014.

Um comentário:

Josmar Divino Ferreira disse...

Viva o silêncio. Via o Galo que foi campeão e snif snif snif para meu Santos que não vai nem com a policia. Bom dia amigo. Um belo texto, como sempre.