terça-feira, 5 de agosto de 2008

Acho as Pessoas Estranhas


Atravesso a praça pensando em sua aparência, a da praça.
- Ôôôô, milico. Miliiiico!
Tem algum militar aqui? Penso. Não vi nenhum.
- É você mesmo, Rubem.
Eu? Penso enquanto procuro quem me chamou.
- Cara, cê tá parecendo um militar.
Juro que não entendi a observação.
- Tá igualzinho a um militar americano no Iraque. Anda em linha reta, como se estivesse indo para a guerra.
Continuo sem entender a comparação.
- Bom dia, André!
- Bom dia, Rubem!
- Como tem passado?
- Bem! Ontem lembrei de quando comia rapadura na casa de sua avó quando ela estava viva.
Eu não me lembro disso apesar de achar lógico não “comer rapadura na casa de minha avó depois que ela não estar mais viva”.
- Lembro o quanto éramos amigos. Lembra? Estávamos sempre juntos. Conversando sobre livros e tudo mais. Lembra?
- Lembro! Falei, mas não falei que na época ele cortou relações comigo porque alguns de seus amigos (?) falaram contra mim. Calei e não diz que ele deu mais crédito aos maus comentários do que “nossa” amizade.
- Tá indo onde?
- Para o GASP.
- Cara tô sumido de lá. Lembra que fui voluntário lá? Por três dias, mas comecei a gostar de ... você sabem quem?
- Sim, eu sei.
- Cara esqueci minha trena no trabalho. Diz examinando os bolsos. Vou ter que voltar. Abraços!
- Inté!

Acho as pessoas estranhas.
Ou eu é que sou estranho.
Como a obra O Alienista (Machado de Assis), que depois de ter prendido todos no manicômio, os soltou por ter chegado à conclusão de que, em minhas palavras, “se todos são loucos e só eu sou normal, então o anormal sou eu”.
Gosto de abraçar quem gosto e gosto de beijar quem gosto. Mas homens não podem.

Os dois amigos vão ao cinema rindo e falando bobagens. Pedro dá um abraço em Paulo. Escândalo. As pessoas olharam boquiabertas.
- Pedro! Não gostei do abraço.
- Mas a gente sempre se abraça.
- É, mas em casa, não na rua com todo mundo olhando e comentando.
- Tá preocupado com a opinião alheia?
- Não gosto que as pessoas pensem que sou viado.
- Você é viado?
- Tá me estranhando, cara?
- Não, mas está tão preocupado...
- O que eu não gosto é de ser alvo de comentários. Faz o seguinte, não me abrace em público. Não quero. Entendeu?

3 comentários:

rohit disse...

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Bruno Grossi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno Grossi disse...

será que essa pessoa realmente merece um abraço hein????

hum